Minha experiência ao comprar domínio uol e registro.br

07:00:00 Professora Manuka 0 Comentários

Quando você decide comprar um domínio para o seu blog ou site, é natural fazer pesquisas para encontrar a melhor empresa. Entretanto, ao digitar comprar domínio uol, registro.br ou qualquer outra opção, só encontramos o site para a compra e não pessoas dando sua opinião sobre sua experiência.

Imagem: Freepik.

Pensando nisso, venho mostrar aqui minha experiência sincera (esse artigo não é patrocinado por nenhuma empresa e muito menos tenho relação com qualquer uma delas) com o devido respeito a ambas as instituições, mostrando meus pensamentos baseados na contratação de seus serviços. As experiências de outras pessoas podem variar.

Expresso que as críticas feitas neste espaço são construtivas e visam contribuir para esclarecer dúvidas de pessoas buscando por informações. Não tenho o intuito de incitar a compra de domínio para beneficiar empresa A ou B.

Tentativa 1: comprar domínio uol
Acessei o site do uol host e segui os procedimentos padrões. Fiz a pesquisa para verificar se o domínio que eu queria estava disponível e fiz o cadastro para o registro. Eu queria um domínio .com, por dois anos.

Essa primeira parte foi tranquila, mas a hora de pagar é que me deu dor de cabeça. Escolhi pagamento por cartão, inseri todos os dados como pediram. Passaram-se sete dias e nada do uol host mandar a cobrança para o meu cartão. Por causa disso, meu domínio ainda estava pendente, ou seja, eu não podia registrá-lo ainda.

Depois disso, vendo que a cobrança não chegava no cartão, tentei gerar o boleto. O site, entretanto, não gerava o boleto, eu clicava sobre a imagem do boleto, mas nada acontecia.
Retornei com a proposta de pagamento por cartão e tudo igual da última vez. Tentei resolver pelo chat online, mas o atendimento era robotizado (literalmente). Digitava o meu problema e o buscador encontrava palavras programadas e o resultado era um vídeo, o que não me ajudou.

Quando você tem um problema para pagar seu domínio com cartão, o site te manda pagar por boleto, mas não resolveu, pelo menos no meu caso. Tentei o atendimento online com um atendente e a tela do chat carregava, carregava e nada de conseguir falar com alguém.
Após dez dias de tentativas, resolvi ligar para o serviço de atendimento do uol. No site é possível encontrar dois números: um 0800 para capitais e regiões metropolitanas e um fixo, gastando seus créditos. O número gratuito nunca funcionava, mesmo tendo tentado várias vezes. O jeito foi gastar os créditos para falar com alguém.

O meu problema era: fiz o pedido, mas a cobrança não chegava.

Falei com sete pessoas (isso mesmo, sete). Todas foram muito bem educadas comigo, mas diziam que era outro setor que poderia resolver meu problema. Um dizia que era o financeiro e me transferia, o financeiro dizia que era outro setor e outro setor me mandava de volta para o financeiro.

Eu só queria que a cobrança fosse gerada para pagá-la e registrar meu domínio. Os atendentes me recomendaram que tentasse fazer o processo novamente. Tentei, mas o site do uol dizia que o domínio já não estava mais disponível, sendo que eu que fiz o pedido para registrar e nem tinha conseguido pagar ainda.

Disse ao atendente que não tinha conseguido e ele perguntou se eu não queria registrar um domínio .com.br, mas eu queria um .com e que acabou ficando indisponível e eu tive medo do site dar problema de novo e eu não ter a possibilidade de registrar nenhum dos dois.

Resultado: desisti de registrar com o uol. O atendimento deles é bom, as pessoas são educadas, mas eu achei que faltou um pouco mais de organização da parte deles, pois o meu problema era simples e se o site já avisava para mudar do cartão para o boleto, era porque a questão era recorrente e merecia uma atenção maior da empresa.

Além disso, no sistema eu pedi por dois anos e quando o atendente foi verificar, tinha só para um ano. Outro ponto que eu acho que o site poderia melhorar era em facilitar mais o atendimento por outra pessoa, pois era tudo muito automático.

Tentativa 2: comprar domínio registro.br
O uol também vende registro .com.br, mas tive medo de dar o mesmo problema, então procurei a entidade responsável pelo registro de domínios no Brasil, o registro.br, e recebi um conselho positivo sobre ele de outra pessoa que conheço e disse que deu tudo certo ao registrar um domínio com essa empresa.

As experiências de cada um são variáveis, pois tenho outro amigo que tem um domínio registrado pelo uol há quatro anos e já renovou para mais dois e me disse que nunca teve problema com essa empresa, inclusive me indicou a mesma.

Fiz todo o procedimento de registro no site do registro.br e, para o meu alívio, o boleto foi gerado na hora, imprimi no mesmo dia, uma quinta-feira. Realizei o pagamento na sexta-feira. No sábado, o status do domínio estava como “publicado”, antes estava como “novo”, o que significava que o sistema estava aguardando a confirmação do pagamento. Agora esse domínio me pertencia.

Depois, era hora de realizar as configurações de DNS para que o domínio que comprei no registro.br apontasse para o meu blog. Segui os tutoriais da internet fielmente. Quando tentava visualizar meu blog, não aparecia mais bloggspot, aparecia o domínio próprio na barra de buscas.

Entretanto, o blog não aparecia, aparecia uma tela com error 404. Nas minhas pesquisas, vi que os servidores mundiais têm que se atualizar e propagar essa nova informação e que pode demorar até 72 horas com seu blog fora do ar, até que a rede entenda que esse redirecionamento tem que ser feito.

Desfiz todas as configurações de domínio no registro.br e no meu blog, assim ele voltou ao ar (no domingo). No dia seguinte (segunda-feira), o que eu fiz foi: configurei os servidores DNS do registro.br para apontarem para o meu blog (mas sem configurar nada do blog). Por que fiz isso? Para que os computadores mundiais tivessem tempo de se atualizar (milhões de dados são inseridos diariamente na rede e esse processo independe de nós, é com os servidores mesmo).

Configurei no DNS do registro.br igual estava no suporte para blogs do Google e esqueci, deixei que os dados se atualizassem e fui resolver minhas coisas. Na sexta-feira de manhã, fui no meu blog, coloquei em configurações -> configurar url de terceiros no seu blog -> coloquei o domínio que comprei, salvei configurações, assim que salvou, coloquei em editar -> redirecionar seudomínio(o nome que você comprou).com.br, para quando seu nome for digitado sem o www na frente.


Depois disso, coloquei em visualizar blog e deu tudo certo, o domínio estava funcionando perfeitamente e os links internos também. Resultado final: fiquei satisfeita por ter comprado meu domínio no registro.br (sem merchan) e recomendo, pois foi tranquilo e não me deu dor de cabeça. Só foi difícil a parte de configurar o DNS, mas esse é um assunto novo para muita gente, entretanto com tutoriais você consegue resolver.

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Uso de estrangeirismos e neologismos na Língua Portuguesa

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Neologismos e estrangeirismos são, não raras vezes, objetos de debates: os mais puristas da língua condenam seu uso, pois consideram que podem prejudicar a identidade linguística do país. Acompanhe:

Imagem: Freepik.

Outros consideram que não há como impedir o uso de neologismos e de estrangeirismos, pois, como afirma o gramático Evanildo Bechara, “a língua é um fenômeno histórico e social [...] e acompanha a história do homem que a fala e, por isso, está sujeita a todas as influências.” (O Estado de S. Paulo, 26 mar. 2000, p. A20).

1. Neologismos
Na vida em sociedade, os falantes se veem envolvidos em diversas circunstâncias de comunicação. Essa diversidade favorece a criação de novas palavras para designar inovações científicas, culturais, novas vivências do mundo moderno, para atender às necessidades criadas pelas novas tecnologias de informação e pela informática. Essas novas palavras são chamadas neologismos.

São exemplos de neologismo: terceirizar, hemodiálise, ecoturismo, etc.

Muitas palavras são formadas pela adaptação de estrangeirismos, como deletar, internauta, informatizar, surfar, moletom, roqueiro, etc.

Inúmeros neologismos são criados pelos processos de formação de palavras, como a sufixação, a prefixação e a composição:

- sufixação: panelaço, vestibulando, gatíssimo, vampiresco, sambódromo, etc.
- prefixação: descupinização, microempresa, sem terra, etc.
- composição: seguro desemprego, vale brinde, vale refeição, etc.  
      
2. Uma campanha pelo fim do “naum”
Outra forma de neologismo ligada aos termos usados na internet ficou conhecida como internetês. Usado por muitos e abominado por outros, o internetês motivou muitas polêmicas, inclusive uma campanha contra ele. Veja:

Comunidade na web lança movimento “Eu sei escrever”, para incentivar o uso correto da Língua Portuguesa entre internautas.
Por Claudia Ferraz

Quem passa horas na internet já se acostumou as palavras que só existem na linguagem dos computadores, como deletar e inicializar. Mas os internautas, principalmente os mais jovens, foram além, “aperfeiçoando” a língua com abreviaturas, letras trocadas e neologismos. Esse internetês se tornou tão complicado de entender que os preocupados com o “analfabetismo virtual” criaram a campanha “Eu sei escrever” para incentivar o uso do português correto.

A comunidade tecnológica Fórum PSC inventou um filtro de palavras com erros propositais. O site substitui automaticamente essas palavras pelas formas corretas e destaca o texto corrigido com uma cor ou em itálico. Assim, “aki” vira “aqui” e “naum” se torna “não” para que os autores percebam que estão escrevendo errado.

Couto [o criador do site] explica que a ideia começou porque a diferença de linguagem entre as gerações impedia a troca de informações. “Além de um conflito de interesses, há um conflito de linguagem. Os redatores e moderadores do Fórum não entendiam as mensagens. Então foram instruídos a orientar seus autores para que escrevam de forma mais clara.” [...]
FERRAZ, Claudia. Uma campanha pelo fim do “naum”.
O Estado de S. Paulo. 9 jun. 2005. Vida&, p. A 22.

3. Estrangeirismos
Já os estrangeirismos são expressões, frases e palavras vindas de outras línguas.

O que fazer, então, com termos estrangeiros: usá-los ou evitá-los? Leia o trecho da crônica Língua Estrangeira, do escritor Ivan Ângelo:

Nosso dia a dia é bilíngue, mas em flashes. Controles remotos sinalizam up, down, search, stop, power. Vitrines proclamam off, sale. Esportes da moda são surf, trail, sky diving, bungee jumping. O computador populariza chat, blog, mouse, download. Não dá para contornar rock, reggae, rap, hip hop, funk. É isso aí, brother. [...]

ÂNGELO, Ivan. Língua Estrangeira. Veja São Paulo, 18 maio 2005, p. 138.

Com as facilidades de comunicação entre povos e a globalização, intensifica-se a “importação” e incorporação na língua de palavras, expressões e construções tomadas de outras línguas. Esses termos são denominados estrangeirismos.

Nos últimos anos, tem predominado no português do Brasil a ocorrência de termos do inglês, especialmente pela influência dos Estados Unidos na economia, na moda, na música, na informática, entre outros meios. Isso tem provocado muita polêmica.

No segundo semestre de 1999, o então deputado Aldo Rabelo apresentou à Câmara Federal um projeto de lei que “dispõe sobre a promoção, a proteção, a defesa e o uso da Língua Portuguesa”. Esse projeto proíbe o uso abusivo de palavras estrangeiras em produtos, veículos de comunicação e na publicidade e suscitou diferentes reações.

O jornal O Estado de São Paulo reproduziu, na época, a opinião de algumas pessoas sobre o assunto:

“Vamos poder contar com uma poderosa arma para impedir a colonização da Língua Portuguesa.” (Lygia Fagundes Telles, escritora)  

“Restringir a interação com outras culturas é também uma forma de preconceito e o preconceito nunca é bem vindo.” (Abel Reis, vice-presidente de uma agência de publicidade)

“‘Estamos assistindo a uma verdadeira descaracterização da Língua Portuguesa. Isso traz uma confusão para a criança em fase de alfabetização. ’ O autor afirma que a língua é um elemento de identidade nacional e que é preciso protegê-la.” (Reportagem com Aldo Rabelo, autor do projeto de lei)

“O que mais faz falta em toda discussão a respeito da ‘invasão da língua inglesa’ é um produto raro também em outros setores do país: bom senso. [...] Se a palavra é necessária e não tem equivalente em português, seja bem vinda! Eu não trocaria marketing, por exemplo, por mercadologia. Mas mercadológico pegou. [...] Não se pode aceitar argumentos como o de que o uso de sale dá mais charme à liquidação. Ou que 40% off representa maior apelo para o cliente de uma loja. Aí reside o deslumbramento.” (Eduardo Martins, especialista em língua)
O Estado de S. Paulo, 26 mar. 2000, p. 20.

4. Repúdio ao estrangeirismo na Literatura Brasileira
Um exemplo cômico que demonstra a exaltação exagerada à pátria e o repúdio a toda forma de estrangeirismo é o personagem Policarpo Quaresma, da obra Triste Fim de Policarpo Quaresma, romance Pré-modernista do autor brasileiro Lima Barreto.

Na obra, Policarpo é um patriota inveterado e tenta provar a superioridade do Brasil em relação a outros países. Ele tentou provar que nosso solo é melhor fazendo uma plantação, mas não deu muito certo. Propôs, em outra oportunidade, a declaração do tupi como nossa língua oficial, pois o português lusitano corrompeu a pureza linguística de nosso território.


Em outra ocasião, o personagem recusou-se a comer frango com pois (ervilha – em francês), uma vez que aquilo desvalorizava os pratos nacionais, entre outras situações presentes na obra. 

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7 dicas para não perder seu TCC e evitar dor de cabeça

10:00:00 Professora Manuka 0 Comentários

O Trabalho de Conclusão de Curso, mais conhecido como TCC, é uma etapa muito temida e estressante da vida acadêmica dos alunos. Para diminuir a possibilidade do surgimento de dores de cabeça e possíveis infartos com a perda do trabalho e de toda a sua produção, trouxemos dicas para sempre ter uma cópia de segurança. Acompanhe:

Imagem: Freepik.

A cadeira referente ao TCC começa, geralmente possuindo esse mesmo nome, e os acadêmicos iniciam toda a pesquisa, reúnem dados, citações, leem, digitam, formatam nas normas da ABNT e quando chega na reta final, quase na data de defender sua tese, BUM! O computador pifa, pega um vírus, precisa ser formatado, o pendrive pega vírus, é roubado, é perdido, enfim, o local em que o trabalho estava guardado acaba sendo literalmente destruído, junto com a sanidade de quem ficou noites digitando a tese.

Para evitar tamanho problema, é preciso tomar alguns cuidados preventivos, que vão deixar o acadêmico mais tranquilo e com a consciência em paz de saber que se algo imprevisto acontecer ele tem uma cópia de segurança.

1. Mande seu TCC para si mesmo pelo e-mail
Sempre que escrever um novo capítulo da sua produção, mande para si mesmo por e-mail, para garantir que estará salvo independentemente de dispositivos eletrônicos.

Caso não saiba como fazer isso, é só ir no seu e-mail, clicar em enviar, anexar o trabalho e, na caixa de endereço, escreva seu próprio e-mail e clique em enviar. Repita esse processo a cada atualização que fizer, para garantir que, se algo acontecer, seu artigo ou monografia vai estar salvo no ponto que você deixou, sem precisar refazer nada.

2. Reserve um pendrive ou cartão de memória só para o seu TCC
Assim como no passo anterior, a cada atualização que fizer, guarde em um pendrive ou cartão de memória. Mas por que tem que ser separado? Porque se você usar um dispositivo que leva para faculdade, coloca no computador do amigo ou na lan house, maior vai ser a chance de pegar um vírus que irá corromper seus arquivos e colocar tudo a perder.

Pode formatar aquele pendrive antigo, com pouca capacidade e que não usa tanto para colocar o que for escrevendo e deixá-lo guardado em um lugar de fácil acesso, em que não perca ou esqueça onde colocou.

3. Guarde seu TCC no pendrive ou computador de um amigo
Outra ideia interessante é guardar uma cópia de segurança com algum amigo mais próximo e vice-versa, assim o trabalho de um estará seguro com o outro. Cada um pode, inclusive, até ler a produção do outro para ajudar a encontrar erros ortográficos ou de formatação quando tiverem tempo, pois às vezes lemos nossas produções repetidamente, mas não vemos alguns deslizes.

4. Envie seu TCC como anexo no bate-papo do Facebook
O bate papo do Facebook permite anexar arquivos como textos, slides e imagens. Aproveitando essa possibilidade, envie seu material para si mesmo ou para um amigo, ficando, assim, salvo em mais um lugar.

5. Coloque seu TCC no formato PDF antes de imprimi-lo
Depois de ter finalizado sua produção, revisado e formatado, é preciso proteger esse resultado. Caso contrário, quando for imprimir em um lugar cujo computador tem uma formatação diferente do seu, pode acontecer de desconfigurar tudo, o que irá lhe prejudicar e, consequentemente, atrasar tudo o que tinha para fazer.

Para evitar essa dor de cabeça, converta seu trabalho para o formato PDF (veja como neste tutorial), sem apagar seu arquivo do Word, para o caso de precisar fazer alguma modificação.

6. Evite colocar pendrives de origem duvidosa no seu computador
É importante preservar seu computador, pois é com ele que você vai digitar seu trabalho de conclusão de curso. Por isso, se alguém que coloca o pendrive em qualquer lugar quiser pegar um arquivo do seu computador, negue educadamente e peça o e-mail da pessoa para enviar ou use até o bate-papo do Facebook.

Da mesma forma, se colocou seu pendrive em algum computador não confiável, passe um antivírus nele imediatamente, para que ele não corrompa seus arquivos.

7. Leve dois pendrives no dia de defender sua tese
É importante estar precavido. Se puder levar seu computador, melhor ainda. Entretanto, se o slide do seu TCC tiver que ser apresentado em outro computador, quanto mais opções você tiver, melhor.


Às vezes, o computador simplesmente não reconhece seu pendrive e se você tiver seu trabalho somente nele sua situação ficará complicada. Nesse dia, leve dois pendrives, cartão de memória, salve no celular, no pendrive do amigo, enfim, tenha sempre outras cópias disponíveis.

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PPAP: Pen Pineapple Apple Pen e os virais do Youtube

12:13:00 Professora Manuka 0 Comentários

A música Pen Pineapple Apple Pen, também conhecida pela sigla PPAP, já conta com mais de 80 milhões de visualizações no vídeo original no Youtube, entrando para o rol dos vídeos virais e sendo comparada com Gangnam Style, do sul coreano PSY. Acompanhe:

Imagens: divulgação.
Com um pouco mais de um minuto de duração, a música PPAP foi lançada dia 25 de agosto de 2016 na plataforma do Youtube e alcançou mais de 80 milhões de visualizações em dois meses.

No vídeo, ela é cantada pelo comediante Daimaou Kosaka, que usa o pseudônimo de Pikotaro. Na performance, o comediante canta em inglês, uma letra bem simples, composta basicamente pelas palavras que aparecem no título da música, acompanhada de uma coreografia com passos imitando os objetos descritos e outros movimentos insinuando fundi-los.

Além da letra e dos passos, Pikotaro ainda usa uma roupa bem chamativa, com uma estampa de cobra e uma echarpe com estampa de oncinha. Todos esses elementos contribuíram para a criação da atmosfera descontraída da música, que caiu no gosto de milhões de pessoas ao redor do mundo, anônimas e famosas.

O cantor Justin Bieber disse em seu Twitter oficial que PPAP era seu vídeo favorito do Youtube no momento. Esse fato foi comentado, inclusive, no site oficial da Billboard.


Não demorou muito para que surgissem as paródias da música na internet, fazendo múltiplas versões dela, em estilos diferentes, inclusive usando o ritmo de outras músicas famosas, como Hello, da Adele e Shake it off, da Taylor Swift.

O que torna algumas músicas virais, afinal?  
Nem toda música que é muito conhecida é um viral. Os virais são músicas que alcançam um número muito grande de visualizações em pouco tempo, ficando bastante conhecidas.

Esse fato se dá não pelo conteúdo da música, não pelo cantor já ser famoso (em sua maioria, os virais vêm de cantores “desconhecidos”, cuja fama começa ou aumenta radicalmente após a publicação do referido vídeo) muito menos pelo lugar de origem do cantor: PSY é da Coreia do Sul, Pikotaro é do Japão, Rebecca Black (do criticado viral Friday) é dos Estados Unidos, entre tantos outros.

Por falar em Rebecca Black, a música cantada por ela, Friday, foi muito criticada pelo uso excessivo da ferramenta de correção de voz Auto Tune, uma espécie de Photoshop para a voz. No caso dela, o uso exagerado fez com que sua voz ficasse robótica.

Outro ponto negativo que as pessoas apontaram na música foi a letra simples demais, narrando a rotina de uma menina na sexta-feira detalhadamente. Mas sabe-se que os virais não possuem letras muito profundas, como no caso de PPAP, que fala basicamente três palavras durante quase toda a música e Gangnam Style, que tem o refrão e a coreografia mais conhecidos, devido ao restante da letra ser em coreano.

O que é preciso falar é que alguns virais caem no gosto popular para amar ou para “odiar”. Odiar entre aspas, porque o ódio na internet logo se converte em críticas e nos famosos e temidos “dislikes” (símbolo para “não gostei”). No caso de Rebecca, seu vídeo no Youtube conta, atualmente, com quase 2.400.000 dislikes, contra um pouco mais de 630.000 likes, é como se para cada pessoa que gostasse do vídeo, existissem três que não gostam.

A jovem continua no ramo musical e continua produzindo vídeos, mas agora sem abusar da ferramenta do Auto Tune.

Os virais são mais do que uma moda
A ocorrência dos virais é mais profunda do que se imagina. Eles podem ser descritos como fenômenos sociais, uma espécie de comportamento adquirido por certos grupos, é quase como um rito.

Geralmente, esses vídeos são vistos por quem quer rir ou descontrair-se. Variam conforme a época e não precisam ser, necessariamente, vídeos. Cada geração teve seus virais, que já tiveram outros nomes e outras formas e que refletiam a sociedade da época.

Na idade média, por exemplo, elegante era quem usava muito perfume (ainda que para esconder o fato de que muitas pessoas o usavam para esconder o odor corporal pela falta de banho) ou ainda usar uma peruca branca, costume praticado especialmente pela nobreza.

Passamos por muitas “fases” no decorrer da história da humanidade, em cada uma delas existiram costumes, atos e/ou símbolos replicados pelas pessoas sem uma maior reflexão sobre aquilo, somente porque “todo mundo está fazendo”.

Até os deuses da morte dançam e cantam PPAP
O sucesso da música foi tão grande que foi feita uma animação em que o shinigami - deus da morte - Ryuk (ou Ryuuku) do anime Death Note canta e dança PPAP, como forma de promover o novo filme da franquia “Death Note: Light up the New World”, cujo vídeo original, lançado dia 1º de novembro de 2016 no Youtube, já conta com mais de 14 milhões de visualizações.



A diferença desta paródia sobrenatural para o vídeo do humano é que o shinigami realmente mostra os objetos dos quais a música fala: uma caneta, uma maçã e um abacaxi (pen, apple e pineapple, respectivamente) durante a coreografia, enquanto o mortal usa apenas gestos simulando esses objetos.

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Aprenda cacofonia com a música tema de É Fada

13:13:00 Professora Manuka 0 Comentários

A youtuber Kéfera Buckmann lançou seu filme É Fada. Nele, é possível ouvirmos uma música interpretada pela mesma, que também é atriz. Quem já ouviu essa música percebeu que existe um trocadilho sonoro nela e é isso que iremos explanar. Acompanhe:

Imagem: divulgação.

Analisemos o refrão da música:

“Essa fadona, essa fada
Essa fadona, essa fada
Essa fadona, essa fadinha.”

Nas duas primeiras estrofes, as duas primeiras palavras “Essa” e “fadona” assim como “essa” e “fada” proporcionam um trocadilho sonoro que provoca ambiguidade de sentido. Podemos interpretar o som dessa expressão como:

“Essa fadona, essa fada” ou “É safadona, é safada”.

Já na terceira estrofe, a ambiguidade fica por conta dos termos “Essa fadona” (novamente) e “essa fadinha”. Sonoramente, poderíamos interpretar a última estrofe dessa forma:

“É safadona, é safadinha”.

Essa possibilidade sonora que gera um duplo sentido de termos, muitas vezes até constrangedor de certa forma, chama-se cacofonia.

A palavra cacofonia tem origem em duas outras palavras gregas, que são: kako (ruim) + phóne (som).

O som ruim deriva, geralmente, da junção da última sílaba de uma palavra com a primeira sílaba da palavra seguinte.

A cacofonia e o sentido em geral do filme
Mesmo gerando um som que proporciona duplo sentido, a música se refere ao personagem principal do filme, a fada Geraldine, que é um pouco diferente do estereótipo de fada delicada.

Na parte “essa fadona” diz que a personagem é mais que uma fada, como um superlativo, afirmando a capacidade dela.

Já parte “essa fadinha” a cacofonia deixa subentendido “é safadinha”, não no sentido maldoso, mas sim na parte da malícia que a personagem possui para tentar resolver as situações do seu jeito.

Pode-se dizer que a música quis mostrar dois lados da personagem contidos em uma mesma letra, proporcionados pelo efeito sonoro da cacofonia.

Cacofonia nem sempre é ruim
Nas escolas, principalmente nas séries iniciais em que as crianças estão desenvolvendo a fala, os professores usam trava línguas com efeito de cacofonia (quem nunca se enrolou para pronunciar um trava línguas?) para trabalhar a oralidade dos alunos.

Entre os mais usados, estão:

"Num ninho de mafagafos tem seis mafagafinhos. Quem os desmafagafizar bom desmafagafizador será." 

“O sabiá não sabia que o sábio sabia que o sabiá não sabia assobiar.”

“O rato roeu a roupa do Rei de Roma, a rainha com raiva resolveu remendar.”

“Três tigres tristes para três pratos de trigo. Três pratos de trigo para três tigres tristes.”

Cacofonia e redação 
Na redação para ENEM e outros vestibulares, não é interessante que se use palavras com sons parecidos nem que formem cacofonia quando forem lidas.

Como disse uma professora minha: “O seu texto fala.” Você tem que reler a sua redação como se fosse um texto de outra pessoa e se perguntar: “A leitura é fluente? É fácil de entender?”

Obviamente, o momento de se fazer uma prova de vestibular é corrido e demanda muito esforço e essa seria mais uma obrigação para sobrecarregar o vestibulando. Mas não é tão difícil assim.

Uma dica importante é: após concluir sua redação, faça outras questões da prova para “esquecer” o seu texto. Depois, releia-o para revisá-lo. Algumas pessoas conseguem ler mentalmente, outras precisam falar e, como não se pode falar durante a prova, use somente os movimentos labiais.

Assim, será mais fácil encontrar os erros da sua produção textual que passaram despercebidos na primeira vez que você leu.

Importante: revise o seu texto antes de passar a limpo na folha oficial.

Outros exemplos de cacofonia
Amo ela (a moela, parte da galinha).

Vi ela (viela, rua estreita).

Vou-me já (vou “mijar”, termo usado popularmente como sinônimo de urinar).

O goleiro defendeu o gol com uma mão (mamão, fruta).

Ela tinha (latinha, lata pequena).

Devido ao aumento (au au, som que o cachorro faz, classificado como onomatopeia).

A boca dela (cadela, fêmea do cachorro).





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Lenda da origem do xadrez e dos grãos de trigo

15:00:00 Professora Manuka 8 Comentários

Imagens: Freepik.

O jogo de xadrez foi inventado na Índia. Quando o rei hindu Sheram tomou conhecimento deste divertimento estratégico, ficou maravilhado com sua engenhosidade e com a variedade de movimentos que eram possíveis.

Ao saber que o inventor desse jogo era um de seus servos, o rei requisitou sua presença com o intuito de recompensá-lo pessoalmente pelo seu grande invento.

O autor do invento, o qual era conhecido como Seta, apresentou-se diante do soberano. Era um sábio que se vestia modestamente e que vivia dos mantimentos que lhe eram dados por seus discípulos.

- Seta, quero lhe compensar generosamente pelo engenhoso jogo que você inventou – disse o rei.

O estudioso contestou a proposta do rei com uma reverência.

- Sou poderoso e rico o bastante para conceder o seu maior desejo – continuou o rei, explicando – Diga-me uma recompensa que lhe satisfaça e será sua.

O sábio se manteve calado.

- Não seja tímido – incentivou o rei – Conte-nos seu desejo. Não estimarei gastos para concedê-lo.

- Grande é a sua benevolência, grande soberano. Entretanto, peço que me conceda um curto período de tempo para pensar na resposta. Amanhã, depois de uma profunda meditação, transmitirei o meu pedido.

Na manhã seguinte, Seta compareceu novamente perante o monarca e o deixou maravilhado com seu desejo, sem precedente algum por sua humildade.

- Oh grande soberano – disse Seta – desejo que me entreguem um grão de trigo pela primeira casa do tabuleiro de xadrez que eu inventei.

- Somente um grão de trigo? – perguntou o rei, surpreso.

- Sim, meu senhor. E pela segunda casa, peço que me entreguem dois grãos de trigo; pela terceira casa, quatro grãos; pela quarta casa, oito; pela quinta casa, dezesseis; pela sexta casa, trinta e dois...

- Basta! – interrompeu o rei, enfadado – Será entregue a você o trigo correspondente as 64 casas do tabuleiro, tal como é o seu desejo; para cada nova casa, o dobro da quantidade da casa anterior. Entretanto, o seu pedido é indigno da minha benevolência. Ao me pedir um pagamento tão ínfimo, você menospreza de maneira irreverente a minha recompensa.  Tão inteligente como é, poderia ter dado maior prova de respeito à magnificência do seu rei. Já pode se retirar. Meus servos entregarão a você um saco com o trigo que pediu.

Seta esboçou um sorriso e, depois de sair da sala, ficou esperando nos portões do palácio.

Durante sua refeição, o rei se lembrou do criador do xadrez e enviou alguém para saber se já tinham entregado a Seta sua mesquinha recompensa.  

- Majestade, sua ordem está sendo cumprida – foi a resposta. – Os matemáticos da corte estão calculando o número de grãos de trigo que devem ser entregues.

O monarca franziu a testa. Não estava acostumado a que demorassem tanto para cumprir seus decretos.

À noite, quando foi se retirar para descansar em seus aposentos, o rei perguntou novamente quanto tempo fazia que o sábio Seta tinha deixado o castelo com seu saco de trigo.

- Majestade – responderam – seus matemáticos ainda estão trabalhando sem descanso e esperam finalizar os cálculos ao amanhecer.

- Por que isso está demorando tanto? – gritou o monarca, irado -. Que amanhã, antes que eu me levante, já tenham entregado a Seta até o último grão de trigo. Não costumo dar duas vezes a mesma ordem.

Pela manhã, o governante foi comunicado que o maior matemático da corte solicitava uma audiência para comunicar-lhe um fato muito importante.

O soberano ordenou que o deixassem entrar.

- Antes que comece a tratar do assunto – disse Sheram –, quero saber se finalmente entregaram a Seta a pobre recompensa que solicitou.

- Precisamente por causa desse assunto que ousei chamá-lo tão cedo – respondeu o ancião. – Calculamos cuidadosamente a quantidade total de grãos que seta deseja receber e o resultado é uma cifra descomunal...

- Seja qual for o resultado – interrompeu o governante com desdém – meus celeiros e despensas não empobrecerão. Prometi dar a ele essa recompensa e ela será entregue.

- Majestade, não depende da sua vontade cumprir semelhante desejo. Mesmo em todos os seus celeiros, não existe a quantidade de trigo que Seta pediu. Tampouco existe nas despensas do reino inteiro. Até mesmo os celeiros do mundo inteiro são insuficientes. Se deseja entregar sem falta a recompensa que prometeu, ordene que todos os reinos da Terra sejam convertidos em plantações, mande secar os mares e oceanos, ordene que derretam o gelo e a neve que cobrem os longínquos desertos do norte. Que esse espaço seja totalmente plantado de trigo e ordene que toda a colheita conseguida seja entregue a Seta. Somente dessa maneira o sábio receberá sua recompensa.

O monarca escutou perplexo às palavras do ancião matemático.

- Diga-me qual é essa cifra colossal. – falou o monarca, duvidando.

- Oh, majestade! Dezoito trilhões, quatrocentos e quarenta e seis mil setecentos e quarenta e quatro bilhões, setenta e três mil setecentos e nove milhões, quinhentos e cinquenta e um mil seiscentos e quinze grãos de trigo.


A potenciação presente na lenda do xadrez
Começando pela unidade, devem-se somar as seguintes cifras: 1, 2, 4, 8, 16, etc. O resultado que se obtém depois de 63 duplicações sucessivas nos revelará a quantidade correspondente à casa 64, a qual Seta deverá receber.

Podemos calcular facilmente a soma total dos grãos de trigo se duplicarmos o último número obtido para a casa 64 por dois. Quer dizer, o cálculo se resume, de uma maneira simples, a multiplicar 64 vezes seguidas a cifra 2:

2 x 2 x 2 x 2 x 2 e assim sucessivamente até que cheguemos a 64 vezes.

Com a finalidade de facilitar o cálculo, é possível dividir esses 64 fatores em 6 grupos de 2 elevado à 10ª potência; e um de 2 elevado à 4ª potência.

A multiplicação sucessiva de 2 elevado à 10ª potência é igual a 1.024 e a de 2 elevado à 4ª potência é 16. Dessa forma, o resultado buscado é equivalente a:

1.024 x 1.024 x 1.024 x 1.024 x 1.024 x 1.024 x 16

Se multiplicarmos 1024 x 1024 obteremos 1.048.576

Agora, o que nos falta calcular é:

1.048.576 x 1.048.576 x 1.048.576 x 16

Se retirarmos uma unidade do produto obtido com essa operação, chegaremos ao número de grãos de trigo buscado: 18.446.744.073.709.551.615

Para termos ideia do quão colossal é essa cifra, devemos calcular de maneira aproximada a magnitude que um celeiro deveria possuir para armazenar semelhante quantidade de cereal.

Primeiramente, devemos saber que um metro cúbico de trigo possui cerca de 15 milhões de grãos de trigo. Tendo em conta esse dado, a recompensa do criador do jogo de xadrez ocuparia um volume aproximado de 12.000.000.000.000 m3, o que é equivalente a 12.000 km3.

Se esse celeiro tivesse quatro metros de altura e dez metros de largura, seu comprimento seria de 300.000.000 km, ou seja, duas vezes a distância da Terra até o Sol.

O rei hindu Sheram, logicamente, não podia proporcionar semelhante recompensa. Entretanto, por conhecer bastante sobre matemática, pôde se livrar dessa dívida tão grande. Para isso, bastou apenas propor que o próprio Seta contasse, grão a grão, o trigo que havia pedido.

Se o sábio Seta fosse realmente contar os grãos, trabalhando noite e dia sem parar, no primeiro dia contaria 86.400 grãos de trigo.

Para contar um milhão de grãos, precisaria, no mínimo, de dez dias de trabalho contínuo. Um metro cúbico de trigo demoraria aproximadamente meio ano para contar.

Ainda que seta passasse o resto de sua vida contando os grãos de trigo que lhe eram devidos, receberia apenas uma ínfima parte da sua recompensa.

Fonte: Blogodisea.

Tradução e adaptação: Professora Manuka.  


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