Expressões com a Palavra Pé: Significados e Exemplos

12:44:00 Professora Manuka 0 Comentários

Já ouviu a expressão pé quente? E quando os filhos tentam esconder suas travessuras dos pais com histórias sem pé nem cabeça? A Língua Portuguesa tem mais expressões com a palavra pé do que você imagina, acompanhe algumas delas a seguir.

Ilustração: Freepick.com. Créditos ao autor.

Ao pé da escada: na base da escada. Exemplo:
Encontrei meu brinco perdido ao pé da escada.

Ao pé da letra: significa interpretar o que se diz de forma literal, sem buscar novos significados nem relevar a situação. Mesmo se algo foi dito na brincadeira ou de forma séria, será interpretado da mesma forma. Exemplo:
Não dá para brincar com você, sempre leva tudo ao pé da letra e acaba se ofendendo.

Ao pé do ouvido: conversa em baixo volume entre dois indivíduos. Pode significar segredo ou também repreensão.
Tenho uma novidade sobre o nosso combinado, quando você chegar irei lhe falar ao pé do ouvido.

Arredar o pé: sair de um lugar. Exemplo:
Não vou arredar o pé dessa casa até que eu encontre o meu celular.

Bater o pé: tomar uma decisão, escolher um lado. Exemplo:
Bati o pé e disse que não aceitaria a decisão sem receber uma boa explicação.

Botar/colocar o pé na estrada: movimentar-se, sair de onde se está. Exemplo:
Tive que colocar o pé na estrada, pois consegui uma vaga de emprego em outra cidade.

Chegar aos pés: significa comparação entre dois ou mais objetos, pessoas ou situações em que os demais não são tão qualificados quanto um em particular. Exemplo:
Seu projeto de ciências não chega aos pés do meu.

Com o pé atrás: estar desconfiado, não acreditar inteiramente em algo ou em alguém. Exemplo:
Não acho aquele novo vizinho uma boa pessoa, a postura dele me deixa com um pé atrás.

Dar no pé: fugir de algum lugar ou de alguém. Esquivar-se. Exemplo:
Vi que havia um sujeito suspeito naquela rua, então dei no pé.

Em pé de guerra: estar em conflito, discórdia ou desavença. Exemplo:
Os irmãos viviam em pé de guerra por causa da herança.

Em pé de igualdade: dois ou mais indivíduos que estão em situação parecida. Exemplo:
Nesta competição temos dois competidores com habilidades muito parecidas, eles estão em pé de igualdade e ninguém sabe quem vai ganhar.

Enfiar o pé na jaca: entrar em confusão.
João preocupa demais seus pais, pois vive enfiando o pé na jaca.

Estar aos pés de alguém: estar apaixonado, dependente ou em dívida. Exemplo:
Todos percebem o sentimento de João, pois é evidente que ele está aos pés de Maria.

Estar com um pé na cova: estar gravemente doente.
Coitado do seu José. Ele está com um pé na cova lá no hospital.

Ficar no pé de alguém: ser persistente, incomodar, perseguir alguém. Exemplo:
Vou ficar no pé da minha mãe até que ela me deixe ir ao show.

Jurar de pés juntos: jurar que algo é verdadeiro, garantir, tentar convencer. Exemplo:
Não fui eu quem quebrou o vaso, eu juro de pés juntos.

Largar do pé de alguém: sair de perto, parar de incomodar. Exemplo:
Larga do meu pé! Estou cansada de te dar explicações!

Mal se aguentar em pé: significa estar fraco, indisposto ou doente. Exemplo:
Não fui fazer a prova porque estava tão doente que mal me aguentava em pé.

Meter os pés pelas mãos: confundir-se, agir de forma desajeitada. Exemplo:
“Faço tudo pra chamar sua atenção, de vez em quando eu meto os pés pelas mãos.” (Música Vivo Pensando em Você, composta por Henrique Cerqueira e Cássio Amanajás).

Pé de atleta: infecção causada por fungos que geralmente ocorre entre os dedos do pé. Exemplo:
Fui ao médico e ele me diagnosticou com pé de atleta.

Pé de cabra: ferramenta de metal com um lado curvado, cuja ponta é fendida como o pé de uma cabra.
Usei o pé de cabra para tirar aquele prego da parede.

Pé de chinelo: (pejorativo) pessoa extremamente pobre, pessoa “sem futuro”. Exemplo:
Ela não quer que sua filha namore aquele rapaz pé de chinelo.

Pé frio: pessoa azarada, que fracassa no que se propõe a fazer ou que traz mau agouro nas situações em que está presente. Exemplo:
Não chame a Larissa para participar do jogo de cartas, ela é pé frio.

Pés de galinha: rugas no canto externo dos olhos.
Comprei um creme na farmácia que prometia diminuir meus pés de galinha.

Pé de meia: poupança, economia. Exemplo:
Vou fazer meu pé de meia para ter uma reserva em caso de emergência.

Pé de pato: acessório de plástico que imita o formato das patas do referido animal, sendo usado para facilitar a locomoção em baixo d’água. Exemplo:
Preciso comprar meu pé de pato para mergulhar com meu pai.

Pé de planta: designa plantas em geral, é usado em uma linguagem mais informal. Exemplo:
Adorava subir no pé de mangueira quando era criança.

Pé quente: pessoa sortuda, que se sai bem no que faz ou nos projetos em que se envolve. Exemplo:
João é pé quente, se ele estiver na equipe, com certeza vamos ganhar a competição.

Pé de valsa: pessoa que dança bem.
Quero que o Marcos seja meu par no baile, pois ele é um pé de valsa.

Tirar o pé da lama: melhorar sua situação financeira, ganhar dinheiro. Exemplo:
Preciso estudar mais, assim poderei arrumar um emprego melhor e tirar o pé da lama.

Um pé no saco: pessoa irritante, desagradável. Exemplo:
Aquele cara é um pé no saco! Nunca chega na hora certa nem contribui com os trabalhos da escola.

Ter os pés no chão: ser uma pessoa realista, ser maduro, responsável. Exemplo:
Mariana é uma menina que tem os pés no chão: não gasta seu tempo com coisas erradas.

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Tecnologia: Amiga ou Inimiga do Estudo?

12:42:00 Professora Manuka 0 Comentários

A tecnologia causou grandes transformações na forma com que o ser humano lida com a informação. Com o advento da Internet, foi possível diminuir as barreiras geográficas entre pessoas e também aumentar o acesso a todas as possibilidades oferecidas, como aplicativos, vídeos, redes sociais, entre outros. Seriam tantas ferramentas um reforço ou uma distração para os alunos? Acompanhe a seguir.

 

1) Facilidade de Acesso x Qualidade da Informação
É verdade que com a tecnologia aquele tema da pesquisa da sua escola está a um clique. Mas já parou para pensar na qualidade dessa informação?
Quando os alunos abrem um site para pesquisa, dificilmente procuram saber quem é o autor e se ele tem conhecimento sobre aquele tema.
O conteúdo está lá, mas não se sabe a qualidade daquela informação. Isso é prejudicial ao desenvolvimento intelectual, pois não há uma base cientificamente comprovada para aquilo que está sendo veiculado.
É importante escolher o site em que a pesquisa vai ser feita. Busque aqueles que oferecem informações sobre o autor e verifique se ele possui qualificações na área que aborda.
Facilidade é diferente de qualidade.

2) Falta de Originalidade
Vem em decorrência do item anterior. Alguns alunos acham mais cômodo simplesmente copiar uma página inteira e entregar como se fosse um trabalho de sua autoria.
Após essa artimanha, o professor recebe um trabalho com todos os links em azul. Algo visivelmente copiado e que o “autor” não se deu nem ao trabalho de apagar as evidências.
Existem até sites especializados em fornecer trabalhos prontos, sendo preciso apenas imprimir e entregar. Fácil e rápido! Com a ajuda da tecnologia não tem como dar errado, não é mesmo?
Então chegam as provas da escola, o ENEM e outros vestibulares. E aquilo que era fácil tornou sua vida difícil: a reprovação vem por causa da falta de conhecimento.
É preciso acabar com a cultura do resultado sem sacrifício nenhum. Isso cria nas pessoas a ilusão de que tudo na vida é simples, quando na verdade grandes conquistas requerem tempo.

3) Diminuição da Tolerância
Na data da postagem desse artigo, efetuei a pesquisa da palavra vestibular no Google e foram encontrados aproximadamente 23.900.000 resultados em 0,57 segundos.
Evidentemente, uma quantidade gigantesca de informações em uma parcela ínfima de tempo. O que dá para fazer em 0,57 segundos? Piscar? Talvez nem dê tempo.
Alguém que está pesquisando sobre o referido tema terá muitas fontes de conhecimento por causa da tecnologia. Mas com tanta praticidade, não viria também a falta de tolerância?
Vivemos em uma época que perseverar ou investir em algo que demore mais que alguns dias é perda de tempo. As pessoas querem tudo para ontem. Realizar tarefas com retorno em longo prazo é impensável.
Não adianta querer tudo pronto. Desenvolver certos aspectos da vida leva tempo. Passar no vestibular, ter uma profissão, comprar uma casa, um carro ou alcançar a estabilidade financeira são metas que requerem um investimento de anos.

4) Redes Sociais
Ferramentas usadas por milhões de pessoas permitem que você converse com aquele amigo que se mudou para outa cidade ou até mesmo falar com pessoas de outros países.
São usadas principalmente como forma de entretenimento. Entretanto, podem também ser usadas para os estudos. Existem diversas comunidades voltadas para o aprendizado, em todas as áreas do conhecimento.
Cabe ao usuário dosar o uso da tecnologia. Separe um tempo para a diversão e um tempo para o estudo. Dessa forma, poderá interagir com seus amigos sem se esquecer do estudo.

5) Facilidade para Distrações
Com tantas opções disponíveis para o entretenimento, ficar concentrado torna-se uma tarefa difícil. As notificações das redes sociais, os vídeos engraçados e outras alternativas para relaxar entre uma tarefa e outra acabam consumindo mais tempo do que deveriam.
Quando se dá conta, o estudante ficou mais tempo se divertindo do que estudando. Acontece com todo mundo, mas o importante é perceber o momento certo para cada tarefa, pois a tecnologia serve para ambos os casos: divertir e informar.
Quer aprofundar seus conhecimentos sobre o tema? Clique aqui e leia sobre 3 dicas para evitar que as redes sociais atrapalhem seus estudos.

Conclusão
Com uma concorrência tão grande nos vestibulares, toda ferramenta que agregue conhecimento tem uma contribuição positiva. É necessário, porém, o uso consciente desses recursos.
Regular o uso da tecnologia é imprescindível. Conversar com os amigos é saudável e não tem nada de errado, mas não deixe de fixar horários para estudar.

Obrigado pela visita, bons estudos e até a próxima.

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Concerto ou Conserto: Qual usar?

09:56:00 Professora Manuka 2 Comentários

          Apenas uma letra diferencia a escrita dessas duas palavras, modificando totalmente o significado. É comum se confundir quanto ao uso das palavras concerto e conserto, por isso acompanhe a explicação seguir que vai te ajudar a não errar mais.

 

1. Concerto
- É um substantivo. Refere-se a uma reunião em que músicos reproduzem uma sinfonia para um público. É usado também como sinônimo de show e apresentação musical. Exemplos:
O concerto da orquestra da cidade foi magnífico.
O concerto da nossa banda favorita ontem foi inesquecível.
Precisando relembrar sobre os substantivos? Temos uma matéria completa aqui.

- Outra significação possível (ainda sendo classificado como substantivo) é como sinônimo de pacto, aliança ou acordo. É encontrada com frequência na Bíblia, referindo-se à aliança entre Deus e os homens. Exemplos:
Eu e meu irmão temos um concerto sobre a partilha dos bens: dividir em partes iguais.
“E o Rei deu ordem a todo o povo, dizendo: celebrai a páscoa ao Senhor, vosso Deus, como está escrito no livro do concerto (do pacto, da aliança).” 2 Reis 23:21

- Concerto ainda pode significar o verbo concertar conjugado na primeira pessoa do singular do presente do indicativo. O verbo concertar é sinônimo de combinar, fazer acordo ou acertar detalhes/partes de um acordo ou negócio. Exemplos:
Eu concerto com Marcos os detalhes da proposta de emprego.
Concerto os detalhes do casamento com minha noiva, para que tudo fique ao agrado dos dois.
Precisando relembrar sobre as pessoas do discurso? Temos uma matéria completa aqui.

2. Conserto
- Como substantivo é sinônimo de reparo, reforma ou correção. Exemplos:
O conserto da pia da cozinha saiu muito caro.
Vou chamar um especialista para fazer o conserto da infiltração na parede.

- Pode significar ainda o verbo consertar conjugado na primeira pessoa do singular do presente do indicativo. Esse verbo é sinônimo de reparar, corrigir, ajeitar ou restaurar. Exemplos:
Eu conserto o buraco da calçada de forma profissional, pois sou um pedreiro com referências.
Conserto a parte elétrica do escritório por um preço camarada.
Precisando relembrar sobre os verbos? Temos uma matéria completa aqui.

De olho na pronúncia:
- Tanto concerto quanto conserto, sendo classificados como substantivos, são pronunciados com a vogal e com um som fechado (ê).

- Já no caso de concerto e conserto, classificados como verbo e conjugados na primeira pessoa do singular do presente do indicativo, são pronunciados com a vogal e com um som aberto (é).

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Mau e Mal: Aprenda a Usar sem se Confundir

13:35:00 Professora Manuka 0 Comentários

       As palavras mau e mal têm sons idênticos, mas possuem usos específicos. É verdade que muitas pessoas se confundem na hora de escolher qual usar, por isso irei mostrar dicas simples para facilitar seu uso correto, acompanhe a seguir.

 

1) Mau
É classificada como adjetivo. É o antônimo de bom. O feminino de mau é má. Exemplos:
Janaína tem um mau gosto para a decoração da casa.
Aquele mau caráter enganou a todos.
Não espere bons resultados de um mau caminho escolhido.
Precisando relembrar sobre os adjetivos? Temos uma matéria completa aqui.

2) Mal
Pode ser classificado como advérbio, substantivo ou conjunção. Acompanhe:

- Mal como advérbio: é o contrário de bem.
Marcos dirige muito mal.
Mariana escreve mal, por isso não tira boas notas em redação.
Precisando relembrar sobre os advérbios? Temos uma matéria completa aqui.

-Mal como substantivo: vem precedido de artigo, pronome ou numeral.
Aquela empresa desonesta fez um mal muito grande aos nossos negócios.
A inveja é um mal que atrasa a vida de qualquer um.
Precisando relembrar sobre os substantivos? Temos uma matéria completa aqui.

-Mal como interjeição: expressa temporalidade, é sinônimo de quando.
Mal cheguei em casa e vi que meus amigos tinham organizado um aniversário surpresa para mim.
Mal encontro minha avó e já começo a abraçá-la.

Precisando relembrar sobre as interjeições? Temos uma matéria completa aqui.

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3 Dicas para Evitar que as Redes Sociais Atrapalhem seus Estudos

12:36:00 Professora Manuka 0 Comentários

Redes sociais na vida do estudante: você está estudando para o ENEM e quando se dá conta já está vendo vídeos no Youtube? Não consegue resistir e vai olhar as atualizações no Facebook? Isso acontece com todo mundo, mas é preciso dosar o divertimento. Acompanhe a seguir 3 dicas para melhorar seu desempenho nos estudos.

 

1) Não deixe as redes sociais abertas enquanto estiver estudando

            Algo que acontece com frequência: você está estudando no computador, mas mantém outras abas com redes sociais abertas.
            Acabou de ler um parágrafo e vai dar uma olhadinha na sua linha do tempo no Facebook. Depois, vai ver a música nova do seu cantor predileto ou o vídeo novo de algum canal que você acompanha. São só alguns minutos, não vai atrapalhar, não é mesmo?
            Quando percebe, já se passaram 40 minutos e volta para o que estava estudando, mas já não lembra o que havia lido. É preciso ler o mesmo parágrafo novamente. Depois de fazer isso, bate aquela vontade de olhar o que seus amigos postaram. Alguém se identifica?
            Separe um momento do seu dia para visualizar as atualizações e responder o que for preciso. Hora do estudo deve ser desprovida de interrupções.
            Veja o exemplo que demos: quarenta minutos para ler um parágrafo, que foi esquecido e precisou ser lido novamente. Foi um tempo desperdiçado, pois não houve aprendizado. Houve a ilusão de estar estudando.

2) Silencie as redes sociais

            Mesmo sem estar conectado, você deixou os alertas de notificação ativados. Isso é uma distração que vai interromper sua concentração nos estudos.
            Um amigo fica online no Skype, sobe a janelinha. Alguém manda uma mensagem no WhatsApp, começa o assobio. E assim por diante. O som vai alertá-lo de que alguém chegou, postou, curtiu.
Esse alerta sonoro vai quebrar o momento em que você estava envolvido com o conteúdo. Além disso, vai despertar sua curiosidade: o que será que postaram? Será algum vídeo engraçado? Alguém puxou conversa comigo?
Deixe todas as redes sociais mudas. De preferência, opte por desativar o som do alto-falante do computador quando estiver estudando. Você pode também usar um navegador para acessar as redes sociais e outro para estudar. Desligue o celular ou coloque no modo silencioso.

3) Horário de estudo é horário de estudo

            Crie uma rotina. Você precisa dedicar um determinado horário para o estudo, de acordo com suas obrigações cotidianas. Se assiste aula pela manhã, separe um horário à tarde e vice-versa. Pode ser um pouco difícil criar essa rotina, mas vai valer a pena.
            Pesquisa feita pela University College de Londres, na Inglaterra, demonstrou que são necessários 66 dias para formar um hábito que irá ser levado por um longo prazo (fonte aqui).
            Por que temos tanta resistência em quebrar e formar hábitos? Porque a mudança requer que deixemos nossa zona de conforto e, se estamos bem, mudar para quê?
            Toda melhoria vai exigir algum sacrifício e isso inclui diminuir o tempo dedicado às redes sociais. Mas não será uma tortura, apenas uma diminuição em virtude de um propósito maior: a aprovação no vestibular e a consequente realização de um sonho.

Dica extra:

            Nem tudo relacionado às redes sociais ou Internet é distração. Existem sites que são de grande ajuda na hora do estudo, principalmente se você busca conteúdo grátis e de qualidade.
            Para ter sua redação corrigida gratuitamente, recomendo o site Correção da Redação ENEM 2016. Bons estudos e até a próxima.  

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Viagem ou Viajem? Qual usar?

13:09:00 Professora Manuka 0 Comentários

Ambas as formas estão corretas, mas cada uma tem um uso específico. Na hora de escrever, a dúvida vem por causa do som dessas palavras que é idêntico. Acompanhe a seguir.

1) Viagem

É um substantivo. Quando estiver em dúvida quanto ao uso, perceba que a palavra viagem é usada para definir uma jornada, um deslocamento.
É usada ainda como gíria, significando distração ou alteração sensorial causada por alguma substância.
Exemplos:
A nossa viagem está marcada para o próximo mês.
A viagem dos meus sonhos é ir para a Disney.
João teve uma viagem por causa da anestesia do dentista.

2) Viajem

É um verbo. Por que não há uma forma para os dois? Veja só: não se produziria uma boa sonoridade com a forma “eu viago”, por isso foi acordado o uso do j para o verbo.
Como saber que é verbo? Se conseguir conjugar a forma para outras pessoas do discurso, então você poderá ter certeza que é verbo.
Exemplos:
Não me esperem, viajem logo para a capital.
Tomara que elas viajem em segurança.
Não permito que meus filhos viajem sem mim.

Links para aprofundamento:

Nessa postagem, há conteúdos que já foram explorados mais profundamente em outras explicações. Deixarei os links abaixo para quem estiver em dúvida ou quiser saber mais sobre o assunto:

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ENEM: O que não Escrever na Introdução da sua Redação

22:19:00 Professora Manuka 0 Comentários

          Você está elaborando a redação do ENEM ou outro vestibular, mas não sabe como escrever a introdução. Alguém se identificou? Acompanhe a seguir dicas do que evitar na hora de iniciar o seu texto.


1) Expressões de Uso Comum

Alguns acreditam que será a melhor escolha escrever expressões de uso comum, pois são amplamente conhecidas e se encaixam em qualquer contexto.
O problema está na falta de identificação com o tema proposto, pois o ENEM, assim como qualquer outro vestibular, deseja que você teça um raciocínio, sem encher linguiça.
O que isso quer dizer? Algumas palavras não agregam valor algum ao texto e servem apenas para preencher as linhas da folha de redação. Acha que o corretor não irá perceber e penalizar a sua produção por isso?
Quais são essas palavras, afinal? 

·         Desde os primórdios da humanidade
·         Desde o início dos tempos
·         Desde a antiguidade
·         Desde que a sociedade moderna começou
·         Desde que o mundo é mundo
·         Em pleno século XXI

   Quantos desde, não é mesmo? A intenção com essas expressões é utilizar a ideia de tempo transcorrido que essa preposição transmite para dar mais propriedade ao texto. Entretanto, o que essas expressões agregam ao texto? A resposta é: nada.
   Não é proibido utilizar a preposição desde na introdução, mas é preciso colocá-la em um contexto relevante. As expressões apresentadas demonstram superficialidade, constatando que o estudante não sabe produzir um texto. Isso não é um bom sinal para quem quer passar no ENEM.

2) Repetir Partes dos Textos Propostos

Tanto no ENEM quanto em outros vestibulares, você irá encontrar textos que servirão de orientação para a sua redação. Eles irão ilustrar o tema e servirão de inspiração. E só.
Na redação espera-se ver a capacidade que o aluno tem de argumentar. Ao copiar aquilo que já foi dado, você estará automaticamente se desqualificando, pois o corretor irá entender o texto é uma cópia, não uma produção textual.
A introdução, assim como o restante do texto, tem que estar baseada na vivência do aluno e no que ele aprendeu no decorrer da sua vida escolar. Quando há cópia, o estudante demonstra que a criatividade e originalidade não são seus pontos fortes.

3) Pessoalidade

            Não use verbos na primeira pessoa. Essa forma de escrita configura pessoalidade e vai sabotar o seu texto, pois uma dissertação argumentativa é uma produção que visa convencer o leitor e não gerar uma ligação emocional com ele.
           Como assim? Já reparou que, quando está lendo revistas ou textos motivacionais, o autor fala da sua vida pessoal e se dirige diretamente ao leitor? É isso que você deve evitar.
           Imagine uma redação cujo tema é a dengue. Automaticamente o aluno se lembra de que em seu bairro existem focos da doença, havendo algumas pessoas negligentes com vasos de plantas, tampinhas de garrafa, entre outros.
            Como escrever sobre tais fatos na introdução? Acompanhe a seguir:
 “Lá no meu bairro tem gente que deixa água parada em vasos de plantas e isso deixa um criadouro para o mosquito, já até fiquei doente, mesmo cuidando direitinho dos focos aqui em casa.”
 “O mosquito da dengue necessita de água parada para se reproduzir. Ainda que a maioria da população evite a formação de criadouros, existem indivíduos que não observam suas casas à procura de focos do mosquito. Essa situação gera a proliferação da doença e, inclusive, a contaminação daqueles que a combatem.”
Qual dos dois textos mostrou melhor os fatos? O segundo, uma vez que possui uma linguagem mais informal, não sendo algo difícil de entender nem possuindo palavras desconhecidas do leitor.
É esse tipo de exposição dos fatos que a banca espera de você no ENEM. Pode usar suas experiências, mas escolha as palavras certas.

4) Falta de Embasamento

      É importante ressaltar que a introdução é a apresentação do seu texto, daí a necessidade de demonstrar segurança na argumentação.
O redator deve ter em mente que precisa escrever sobre um tema, expondo o seu conhecimento prévio e relacionando-o com o que foi solicitado pela banca.
       Algumas palavras e expressões podem tirar a credibilidade do seu texto, demonstrando que você não tem embasamento para escrevê-lo.
Evite usar expressões como:

·         Acho;
·         Acredito;
·         Sem dúvida;
·         Com certeza.

  Da mesma forma que foi explicado anteriormente, elas não acrescentam nada ao texto. Além disso, o corretor vai identificar um aluno que não sabe sobre o tema e não domina a dissertação. Esse erro pode fazer sua nota cair muito.
        Se você diz “com certeza”, está tentando convencer o leitor de forma superficial. Deixe que os seus argumentos provem o seu ponto de vista.

Dica:

           Escrever bem requer prática. Para melhorar seu desempenho na redação do ENEM, é preciso, além de escrever, ter acesso ao resultado da sua produção textual.
            Como nem todos têm acesso a cursinhos ou laboratórios de redação, recomendo para vocês o site Correção da Redação ENEM 2016 que efetua a correção da sua redação gratuitamente.
            Bons resultados vêm como consequência do esforço diário que fazemos. Bons estudos e mantenha o foco em seus objetivos.
Você está elaborando a redação do ENEM ou outro vestibular, mas não sabe como escrever a introdução. Alguém se identificou? Acompanhe a seguir dicas do que evitar na hora de iniciar o seu texto.

1) Expressões de Uso Comum
Alguns acreditam que será a melhor escolha escrever expressões de uso comum, pois são amplamente conhecidas e se encaixam em qualquer contexto.
O problema está na falta de identificação com o tema proposto, pois o ENEM, assim como qualquer outro vestibular, deseja que você teça um raciocínio, sem encher linguiça.
O que isso quer dizer? Algumas palavras não agregam valor algum ao texto e servem apenas para preencher as linhas da folha de redação. Acha que o corretor não irá perceber e penalizar a sua produção por isso?
Quais são essas palavras, afinal?
·         Antes de mais nada
·         Antes de qualquer coisaComo todos sabem
·         Desde os primórdios da humanidade
·         Desde o início dos tempos
·         Desde a antiguidade
·         Desde que a sociedade moderna começou
·         Desde que o mundo é mundo
·         Em pleno século XXI
Quantos desde, não é mesmo? A intenção com essas expressões é utilizar a ideia de tempo transcorrido que essa preposição transmite para dar mais propriedade ao texto. Entretanto, o que essas expressões agregam ao texto? A resposta é: nada.
Não é proibido utilizar a preposição desde na introdução, mas é preciso colocá-la em um contexto relevante. As expressões apresentadas demonstram superficialidade, constatando que o estudante não sabe produzir um texto. Isso não é um bom sinal para quem quer passar no ENEM.

2) Repetir Partes dos Textos Propostos
Tanto no ENEM quanto em outros vestibulares, você irá encontrar textos que servirão de orientação para a sua redação. Eles irão ilustrar o tema e servirão de inspiração. E só.
Na redação espera-se ver a capacidade que o aluno tem de argumentar. Ao copiar aquilo que já foi dado, você estará automaticamente se desqualificando, pois o corretor irá entender o texto é uma cópia, não uma produção textual.
A introdução, assim como o restante do texto, tem que estar baseada na vivência do aluno e no que ele aprendeu no decorrer da sua vida escolar. Quando há cópia, o estudante demonstra que a criatividade e originalidade não são seus pontos fortes.

3) Pessoalidade
            Não use verbos na primeira pessoa. Essa forma de escrita configura pessoalidade e vai sabotar o seu texto, pois uma dissertação argumentativa é uma produção que visa convencer o leitor e não gerar uma ligação emocional com ele.
            Como assim? Já reparou que, quando está lendo revistas ou textos motivacionais, o autor fala da sua vida pessoal e se dirige diretamente ao leitor? É isso que você deve evitar.
            Imagine uma redação cujo tema é a dengue. Automaticamente o aluno se lembra de que em seu bairro existem focos da doença, havendo algumas pessoas negligentes com vasos de plantas, tampinhas de garrafa, entre outros.
            Como escrever sobre tais fatos na introdução? Acompanhe a seguir:
“Lá no meu bairro tem gente que deixa água parada em vasos de plantas e isso deixa um criadouro para o mosquito, já até fiquei doente, mesmo cuidando direitinho dos focos aqui em casa.”
“O mosquito da dengue necessita de água parada para se reproduzir. Ainda que a maioria da população evite a formação de criadouros, existem indivíduos que não observam suas casas à procura de focos do mosquito. Essa situação gera a proliferação da doença e, inclusive, a contaminação daqueles que a combatem.”
Qual dos dois textos mostrou melhor os fatos? O segundo, uma vez que possui uma linguagem mais informal, não sendo algo difícil de entender nem possuindo palavras desconhecidas do leitor.
É esse tipo de exposição dos fatos que a banca espera de você no ENEM. Pode usar suas experiências, mas escolha as palavras certas.

4) Falta de Embasamento
            É importante ressaltar que a introdução é a apresentação do seu texto, daí a necessidade de demonstrar segurança na argumentação.
O redator deve ter em mente que precisa escrever sobre um tema, expondo o seu conhecimento prévio e relacionando-o com o que foi solicitado pela banca.
            Algumas palavras e expressões podem tirar a credibilidade do seu texto, demonstrando que você não tem embasamento para escrevê-lo.
Evite usar expressões como:
·         Acho
·         Acredito
·         Sem dúvida
·         Com certeza
Da mesma forma que foi explicado anteriormente, elas não acrescentam nada ao texto. Além disso, o corretor vai identificar um aluno que não sabe sobre o tema e não domina a dissertação. Esse erro pode fazer sua nota cair muito.
            Se você diz “com certeza”, está tentando convencer o leitor de forma superficial. Deixe que os seus argumentos provem o seu ponto de vista.

Dica:
            Escrever bem requer prática. Para melhorar seu desempenho na redação do ENEM, é preciso, além de escrever, ter acesso ao resultado da sua produção textual.
            Como nem todos têm acesso a cursinhos ou laboratórios de redação, recomendo para vocês o site Correção da Redação ENEM 2016 que efetua a correção da sua redação gratuitamente.

            Bons resultados vêm como consequência do esforço diário que fazemos. Bons estudos e mantenha o foco em seus objetivos.

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