Para conhecer alguém tem que comer sal?


Já ouviu falar naquele ditado: “para conhecer uma pessoa você tem que comer um quilo de sal com ela”? Fiquei me perguntando o que realmente significa esse ditado e como ele se aplica na nossa vida e decidi compartilhar minhas conclusões. Acompanhe:

Imagem: Freepik.

A primeira imagem que me veio à mente foi duas pessoas sentadas numa mesa com um quilo de sal no meio delas, cada uma com uma colher comendo esse tempero, mas é claro que não é tão simples nem tão óbvio assim.

O ditado começa falando sobre querer conhecer alguém de verdade. Como assim? Conhecer alguém é mais do que meramente cruzar com essa pessoa todo dia e trocar um bom dia ou boa tarde. É preciso conviver para conhecer.

É aí que entra o comer um quilo de sal com ela. Quanto tempo dura um quilo de sal na sua casa? Na minha dura bastante, podendo demorar mais de um mês para acabar. Em outras casas pode durar bem mais do que isso.

Então, é preciso conviver com alguém sob o mesmo teto para ver todos os aspectos da personalidade de alguém. Como assim? Já reparou que é mais fácil gostarmos dos nossos amigos ou parentes que vemos por pouco tempo do que de nossos pais ou irmãos com quem convivemos bastante?


É por isso. Convivendo no mesmo ambiente vemos os defeitos do outro e temos que lidar com nossa impaciência ou falta de compreensão diante dos defeitos daquelas pessoas.

Enquanto que nossos amigos ou parentes distantes vemos em horas de lazer, para jogar conversa fora, sabendo que logo eles irão embora, dessa forma tentamos parecer o mais agradáveis possível e tentamos tirar o melhor proveito dos momentos que passamos com eles.

Não seria bom se tentássemos fazer o mesmo com nossos pais/irmão/cônjuges? Às vezes pensamos que por aquela pessoa estar ali diariamente e nos cobrar certar coisas (como arrumar o quarto ou estudar), ela é uma chata e não nos damos ao trabalho de ouvi-la.

Certamente nossos amigos ou pessoas que admiramos (até nossos ídolos, sejam da música, do cinema ou de outro ramo) têm suas manias, seus defeitos ou seus dias de mau humor.

Imagem: Freepik.

Mas nós não vemos isso por não conviver com eles e acabamos pensando que só aqueles com quem convivemos é que pegam no nosso pé, nos cobram ou ficam chatos.


A verdade é que a convivência abre nossos olhos para certos aspectos da personalidade do outro que não tínhamos visto. Por isso é importante não se esquecer das qualidades do outro, pois é muito mais fácil ficar apontando os defeitos e fazer daquela pessoa um monstro que ela talvez não seja.

Nós também temos defeitos e quem conviver conosco irá descobri-los. Há quem vá gostar de nós assim e haverá quem não goste.

Quase todo mundo já ouviu falar de que quando se namora a paixão não deixa conhecer o outro de verdade. Dizem que só se conhece o(a) namorado(a) depois do casamento, com a convivência.

É depois do casamento que o casal vai comer o quilo de sal juntos. Ou quando você vai morar com aquela tia legal, porque na sua cidade não tem faculdade. Ou quando você vai dividir apartamento com amigos, para “rachar” o aluguel.

Agora é que vocês vão conhecer de verdade quem são eles. Não que você deva esperar coisas ruins, mas existem muitas coisas que só quem mora junto conhece.

É o fulano que usa a louça que estava limpa, mas não lava. É o outro que não trancou a porta depois de sair. É aquele que não liga tanto para a limpeza ou assiste TV com volume alto quando você quer dormir/estudar.

São muitos pontos que podem gerar divergências, ninguém é perfeito, mas com diálogo creio que possamos acertar as coisas.

O que esse ditado traz como mensagem principal é que o tempo revela quem são as pessoas, através da convivência no mesmo ambiente, como com seus pais e irmãos. É preciso ficar junto de verdade.

Dessa forma, é importante revermos nossos conceitos sobre aqueles que estão ao nosso lado, vê-los como seres humanos com qualidades e defeitos e buscar valorizar o que eles têm de bom.

E precisamos tentar parar de colocar em um pedestal as pessoas com quem não convivemos muito, pois elas são tão humanas quanto nossos pais/irmãos e tem alguma mania que pode nos irritar, basta conviver para descobrir.

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