Questões resolvidas de equações do 1º grau com 2 incógnitas

07:00:00 Professora Manuka 0 Comentários


Trouxe alguns exercícios resolvidos usando equações do 1º grau com 2 incógnitas utilizando a trajetória de algumas personalidades históricas, assim aprenderemos mais de um assunto. Acompanhe:

Imagem: Freepik.

1)
O primeiro livro de Machado de Assis foi impresso no ano x com o título Queda que as Mulheres têm para os Tolos, mas o nome de Machado aparecia aí como tradutor. Papéis Avulsos é o terceiro livro do escritor e foi lançado no ano y. Determine o ano x e o ano y, sabendo que Papéis Avulsos foi lançado 21 anos depois do seu primeiro livro impresso e a diferença entre o dobro de x e y é 1840.

Aqui temos que montar as equações com as informações que nos apresentaram:
1ª equação:
Primeiro livro à ano x
Papeis Avulsos à ano y
Papéis avulsos foi lançado 21 anos depois do seu primeiro livro,
então à y = x + 21

2ª equação:
A diferença entre o dobro de x e y é 1840.
2x – y = 1840

Agora temos as 2 equações:
 y = x + 21 (I)
2x – y = 1840 (II)

Substituindo o y da equação II por x + 21, temos:
2x – (x + 21) = 1840  

*OBS: o sinal de menos fora dos parênteses inverte o sinal dos números que estão dentro deles.

2x – x – 21 = 1840

Isolando as incógnitas no primeiro termo e os números no segundo, temos:
2x – x = 1840 + 21
x = 1861


Para encontrar y, basta substituir x na equação (I):
y = x + 21
y = 1861 + 21
y = 1882

Resposta: O ano x é 1861 e o ano y é 1882.

Joaquim Maria Machado de Assis (21/06/1839 – 29/09/1908) é considerado um dos melhores escritores realistas em todo o mundo. Escreveu obras memoráveis, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Quincas Borba e vários livros de contos e poesia. Foi um dos criadores da crônica no Brasil. 



2)
Alberto Santos Dumont nasceu em 20 de julho de 1873, no sul do estado de Minas Gerais. Faleceu no Guarujá (SP), em 23 de julho de 1932. Depois de estudar no Rio de Janeiro e em Campinas, foi para Paris, com a idade de 19 anos. Lá, em 23 de outubro de 1906, sobrevoou o Campo de Bagatelle, a bordo do 14 Bis.

A multidão presente no Campo de Bagatelle aclamou Santos Dumont quando o 14 Bis voou, aproximadamente, x metros, durante y segundos. Determine a distância percorrida pelo 14 Bis e o seu tempo de voo, sabendo que:

x + y = 67 e x – 2y = 46.

Equações:
x + y = 67 (I)
x – 2y = 46 (II)

Isolando o x em I, temos:
x + y = 67 à x = 67 – y

Substituindo o x que encontramos na equação II:
x – 2y = 46 à 67 – y – 2y = 46

Isolando as incógnitas no primeiro termo e os números no segundo, temos:
– y – 2y = 46 – 67
– 3y = – 21 
y = – 21/ – 3
y = 7

Para encontrar x, basta substituir y na equação (I):
x + y = 67
x + 7 = 67
x = 67 – 7
x = 60

Resposta: O 14 Bis voou 60 metros durante 7 segundos.

3)
D. Pedro II foi aclamado segundo imperador do Brasil com x anos de idade e iniciou um reinado que só terminou com a República, y anos depois. Determine com que idade D. Pedro II iniciou seu reinado e quantos anos reinou, resolvendo as equações:

x – y = – 52 e 10x – y = 2

Equações:
x – y = – 52 (I)
10x – y = 2 (II)

Isolando o x em I, temos:
x – y = – 52 à x = – 52 + y

Substituindo o x que encontramos na equação II:
10x – y = 2 à 10(– 52 + y) – y = 2

Isolando as incógnitas no primeiro termo e os números no segundo, temos:
10(– 52 + y) – y = 2
– 520 + 10y – y = 2
10y – y = 2 + 520
9y = 522
y = 522/9
y = 58

Para encontrar x, basta substituir y na equação (I):
x – y = – 52
x – 58 = – 52
x = –52 +58
x = 6

Resposta: D. Pedro II iniciou seu reinado com 6 anos e reinou por 58 anos.

Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança e Habsburgo, nome completo de D. Pedro II, o Magnânimo.

0 comentários:

Ruído branco/white noise para estudar: funciona?

07:00:00 Professora Manuka 0 Comentários

Vim dividir a minha experiência usando o barulho branco (white noise) durante meus estudos, mais especificamente para o concurso do IBGE. Acompanhe:

Imagem: Freepik.

Estava precisando de concentração e silêncio para estudar, mas os vizinhos não colaboravam ouvindo música muito alto. Não importa se é sertanejo ou funk, qualquer som exagerado invade o espaço do outro.

Como não queria pedir para abaixar, pois nem todo mundo leva esse pedido na boa (estamos no Brasil e um simples problema com vizinho pode culminar numa tragédia), resolvi pesquisar e cheguei ao barulho branco.

Mas o que seria isso? O ruído branco abafa os sons ambientes, assim você só ouve ele ou no máximo ouve um pouco do que está ao redor.




Pesquisando sobre o white noise, descobri que existem diversos tipos: som de ventilador, som de água corrente, som de chuva com trovão, som de chuva com ventania, som de fontes de água, entre outros.

O que eu usei foi um som de chuva, não muito “torrencial”, pois acho que o som do trovão assusta, é melhor só a chuva sem esperar nenhuma surpresa. O que eu usei foi o do link abaixo:


Esse vídeo tem 10 horas, então não precisa interromper o estudo para colocar o vídeo novamente. Achei mais efetivo no fone de ouvido, abafa bem o que está ao redor.

O interessante é que além de abafar, o barulho branco ainda relaxa e ajuda na concentração. Como há muitas opções, cada um pode escolher a que se identifica mais.

No meu caso, não gosto de estudar com música, pois as palavras acabam me desconcentrando e o white noise tem só melodia. O vídeo com ruído do ventilador não funciona para mim, pois me dá sono.

A função do barulho branco lembra um pouco do ASMR, que é um som com função de relaxar, mas no caso do ASMR vejo pessoas sussurrando sobre qualquer assunto, é bom para dormir, já testei, inclusive.


Quando usar o barulho branco para estudar?
- quando sua família faz muito barulho;

- quando seus vizinhos estiverem ouvindo música alta;

- quando houver uma obra na sua casa ou perto dela;

- quando houver muito movimento de carros e motos próximo a sua casa;

- quando estiver acontecendo uma festa próximo a sua casa;

- quando estiverem assistindo televisão ou música em alto volume próximo ao seu quarto;

- quando houver cachorros latindo muito.

Como usar o barulho branco para estudar?
Coloque os fones de ouvido e escolha a melodia que se identificar mais. Usei para resolver questões e ler matéria, mas acho que não dá para ver e ouvir um vídeo, pois o som de um vai atrapalhar o do outro. 

Veja também: 


0 comentários:

Origem do Censo e a Idade da Estatística

07:00:00 Professora Manuka 0 Comentários


A Estatística estuda os métodos utilizados para obtenção e organização de dados em tabelas e gráficos, bem como a análise desses dados. Apresentando-a dessa forma, parece se tratar de uma área recente, criada pela necessidade dos tempos modernos. Mas isso não é verdade. Acompanhe:

Na borda direita, segunda "linha" de ilustrações:
enquanto os escravos guardam o trigo, outra pessoa toma nota de tudo.

Sabe-se que o imperador chinês Yao, em 2238 a.C., mandou realizar um censo da população e das lavouras. Esse é o primeiro censo de que se tem notícia.

Censo, do latim censu, quer dizer conjunto dos dados estatísticos dos habitantes de uma cidade, província, nação, etc.   

Clique e veja meu relato do trabalho do Censo Agropecuário 2017

Há registro de que os egípcios realizavam um recenseamento anual por volta do século XVI a.C. Os egípcios não faziam apenas o censo populacional. A pintura encontrada na tumba de Menna mostra escribas anotando a produção de grãos enquanto os trabalhadores os armazenavam.


A Bíblia nos conta que José e Maria viajaram de Nazaré a Belém para responder ao censo ordenado pelo imperador César Augusto. Nessa época, as pessoas foram entrevistadas em seu local de nascimento. Foi no período em que estavam em Belém que Jesus nasceu.


O censo era importante para saber quantas pessoas formavam a população das localidades, e os dados nele obtidos serviam para cobrança de impostos e alistamento para guerra.

No Brasil, a primeira tentativa para realizar o censo nacional da população data de 1852. Não foi possível levá-lo adiante por ter havido uma revolta da população contra o decreto que o regulamentava, conhecido como Lei do Cativeiro.

Somente em 1872 foi realizado o primeiro recenseamento nacional no Brasil. Ele registrou quase 10 milhões de habitantes no país, dos quais 15,24% eram escravos, ou seja, 1.524.000 pessoas.

Somente em 13 de maio de 1888 foi assinada a Lei Áurea, pela Princesa Isabel, decretando o fim da escravidão no Brasil.

Atualmente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é o órgão que coordena e dirige assuntos relacionados à Estatística, sendo responsável pelo recenseamento nacional. 
Ele é um instituto público da administração federal brasileira criado em 1934 e instalado em 1936 com o nome de Instituto Nacional de Estatística. Seu fundador e maior incentivador foi o estatístico Mário Augusto Teixeira de Freitas. O nome atual data de 1938. A sede do IBGE se localiza na cidade do Rio de Janeiro.

Veja também:



0 comentários:

Vale a pena fazer concurso temporário?

07:00:00 Professora Manuka 0 Comentários

Venho trazer minha experiência sobre o concurso temporário que prestei (IBGE) e se vale a pena fazer a prova e assumir esse tipo de cargo. Acompanhe:

Imagem: Freepik.
Representando a realidade do Censo Agropecuário 2017.

A estabilidade e a certeza de um salário todo mês na conta são grandes atrativos para o concurso público. Quem já trabalhou em empresa sabe que a qualquer momento você pode ser demitido.

Além disso, fica difícil assumir prestação de casa/apartamento/carro, planejar viagens ou investimentos a longo prazo quando não se sabe se amanhã você será demitido por corte de funcionário, crise econômica, falência da empresa ou até mesmo capricho do chefe.

O concurso público para provimento efetivo de cargos públicos é aquele que proporciona estabilidade. Mas existe também o concurso temporário.


Os concursos não deveriam ser todos efetivos?
Seria muito bom, entretanto não é possível. Existem eventos que demandam a contratação de pessoal em regime temporário, para sanar necessidade da Administração que pode ser executada em alguns meses ou anos.

Quais seriam? Eleições, censo demográfico, censo agropecuário, contagem populacional, entre outras.

Esses projetos são temporários, então não há necessidade de vínculo vitalício com o órgão público. Uma vez que as atividades forem cumpridas, os funcionários serão dispensados.

Quem precisaria fazer um concurso público temporário?
Qualquer pessoa poderia prestar um concurso temporário, seria um treino para as provas de provimento efetivo.

Seria uma oportunidade de treinar seu tempo de prova, avaliar o que sabe, ver como seu emocional se comporta e para se programar no percurso ao local de prova (não adianta estudar e não chegar a tempo).

Assumir concurso temporário ou só estudar?
Depende da sua necessidade. Se você possui apoio dos seus pais ou cônjuge e a necessidade de dinheiro não é urgente, continuar com os estudos em tempo integral é uma ideia interessante.

Por outro lado, se você está no vermelho e precisa trabalhar, o concurso temporário é uma opção a se pensar.

Embora seja temporário, todo mês virá o salário certinho na sua conta, geralmente há também auxílio alimentação e auxílio transporte e você terá hora de chegar e de ir embora.

Durante o tempo do contrato, você poderá trabalhar e estudar em casa, pois não ficará constrangido a ficar na empresa até o chefe ir embora e, geralmente, esses concursos são por área, podendo escolher onde fica mais perto da sua casa antes de fazer a prova.

Vale a pena assumir concurso temporário do IBGE?
No meu caso, sim. Tinha que trabalhar para pagar minha especialização e minhas outras despesas em geral, então o salário era necessário.

O concurso que prestei foi para Agente Censitário Supervisor do Censo Agropecuário 2017. Minha prova foi em 16 de julho de 2017, um dia antes do meu aniversário de 23 anos e considero esse trabalho um presente.

O trabalho do Censo é árduo e corrido, mas muito recompensador. Foi meu primeiro emprego ganhando um salário bom (antes tinha trabalhado com estágios e aulas particulares que não chegavam a meio salário mínimo).

Nesse cargo, ganhava 1600 de salário, e auxílio alimentação de 450. Havia também o auxílio transporte, mas optei por não pedir, uma vez que a diferença entre o desconto no salário e o valor das passagens era mínima.

Trabalhava na cidade vizinha, a 28 km de distância. Tinha ônibus para ir e voltar, então foi tranquilo. Era uma viagem de 40 minutos e eu colocava aulas e PDFs no celular e ia estudando.



Tinha uma hora de almoço, então podia descansar e estudar alguma coisa. A equipe com a qual trabalhei era muito boa, tínhamos uma sinergia, o que ajudou bastante no andamento do trabalho.

É muito bom trabalhar em um ambiente saudável, pois há sérias consequências para sua saúde estar em companhia de pessoas tóxicas. Levarei experiências e amigos para vida.

Esse salário fez diferença na sua vida?
Sim, com toda certeza. Trabalhei de setembro de 2017 a maio de 2018. Durante esse tempo, comprei coisas de que necessitava e investi em cursos para estudar para concurso e material, inclusive fiz resenha de um dos livros que comprei, vou deixar o link abaixo:


Sempre fui uma pessoa focada e já estudava para concurso há algum tempo. Vi nesse concurso a chance de conseguir investir no meu conhecimento e juntar um dinheirinho para continuar estudando, mesmo após o fim do contrato.

Sabemos que se gasta muito com inscrição e com transporte, se você mora longe das cidades em que são realizadas as provas, que no meu caso é a cerca de 100 km. E quando a organizadora me coloca do outro lado da cidade, aumenta a distância.


No caso do IBGE, a prova foi na minha cidade mesmo, um alívio. É muito bom quando os concursos oferecem muitos locais de prova, não só a capital do estado.

Você recomendaria o concurso temporário a outras pessoas?
Sim. É um trabalho e tem suas exigências como qualquer outro, mas vale muito a pena. Você recebe direitinho, sem atrasos, ninguém lhe engana com desconto disso ou daquilo, tem contracheque para provar tudo e no fim você recebe seu apostilamento (comprovante de tempo de serviço).

Gostei bastante do tempo que trabalhei no IBGE, aprendi muito, conheci muitas pessoas com o trabalho em campo, vi a realidade do meu município e aprendi a respeitar ainda mais o agricultor, que trabalha duro e fornece o alimento que está em nossas mesas.

0 comentários:

Resenha de Helena em mangá – Studio Seasons

07:00:00 Professora Manuka 0 Comentários

O Studio Seasons adaptou a obra Helena de Machado de Assis para uma versão em quadrinhos no estilo mangá, o que é uma ótima opção para quem quer entrar em contato com os clássicos, mas acha a linguagem muito difícil. Acompanhe:

Capa e contracapa do mangá. Fonte: Studio Seasons.

O mangá possui linguagem mista: mistura o verbal e o não verbal. Dessa forma, podemos ver as expressões dos personagens, movimentos, roupas e cenários. Esse conjunto facilita nosso entendimento, o que torna os quadrinhos acessíveis ao público de todas as idades.

Foi pensando nisso que o Studio Seasons trouxe a adaptação de uma obra machadiana. Muito interessante a escolha deles, uma vez que a obra se passa em 1850 e os clássicos não são a primeira escolha de leitura de muitas pessoas.


Não pense que, pela idade da obra, ela se torna difícil de entender, já que o recurso visual é de grande ajuda. Os diálogos originais foram mantidos quase na íntegra, tendo o estúdio se preocupado em fazer notas de rodapé quando aparece alguma expressão estranha a nós.

A obra é ricamente ilustrada. As roupas típicas do século XIX são cheias de detalhes, principalmente os vestidos de Helena. Os cenários do interior, as casas nas fazendas e os próprios personagens são todos primorosos.

A história é contada num único volume com 256 páginas, tendo capa e contracapa adornados com Helena e Estácio. As folhas internas são grossas e brancas e a letra tem um bom tamanho.  

A história começa com a morte do conselheiro Vale. Em seu testamento, ele reconhece Helena como filha. Agora ela iria viver na casa que antes pertencia a ele, junto com Estácio (que agora é seu irmão) e tia Úrsula.

Inicialmente ficaram um pouco apreensivos sobre como seria o caráter da moça, mas pouco a pouco foi conquistando todos da casa com sua doçura.

Ficou muito amiga de Estácio, por terem vários gostos em comum, como ler e cavalgar. Em uma dessas cavalgadas, Helena fica apreensiva ao chegar próximo a uma humilde casa com uma bandeira azul.

Estácio percebe também que ela recebe cartas e que sai para cavalgar sem ele pelo caminho que leva à casa da bandeira azul. Ele começa a desconfiar que sua irmã possui um segredo.

Dr. Camargo, ciente do passado de Helena, usa esse fato para chantageá-la, a fim de que ela pressione Estácio para pedir Eugênia em casamento, filha do médico.

Camargo também tenta persuadir Estácio a se tornar deputado, tudo para seu próprio benefício.

Após Estácio fazer o pedido a Eugênia, uma parente da noiva adoece e todos vão visitá-la. Estácio pede que um amigo seu, Luís Mendonça, visite sua irmã na ausência dele.

Mendonça foi se afeiçoando a Helena e manda uma carta para Estácio a fim de conseguir sua aprovação para o noivado. O jovem volta e fica furioso com a concordância passiva de sua irmã, uma vez que ela lhe revelara que amava alguém, mas era um amor impossível.

Depois de uma discussão com Mendonça, ele desiste do casamento. Estácio flagra Helena conversando com um homem na casa da bandeira azul. Fica cego de ciúmes e só aí percebe que ama sua irmã.

A moça lhe entrega uma carta que revela que o homem naquela casa era seu pai. Procurado por Estácio, ele revela que, durante uma viagem, sua esposa viu-se abandonada e casou-se com o conselheiro do Vale, que assumiu Helena como sua filha.

Ele se contentou em acompanhar a menina de longe, uma vez que o conselheiro poderia oferecer melhores condições de vida a ela, já que ele estava falido.

Temendo um escândalo, o pai de Helena sumiu e, não havendo documentos que provassem a paternidade dela, ainda era irmã de Estácio e não poderiam viver o amor que nutriam um pelo outro.

Com toda essa situação, Helena teve uma crise nervosa e foi ficando cada vez mais fraca. Estácio tentou procurar pelo pai dela para reanimá-la, mas não houve tempo. A moça sucumbiu e Estácio deu-lhe o primeiro beijo de amor no caixão, como despedida.

Veja também:




0 comentários:

Resenha: É Proibido Ser Diferente – Fernando Vaz

07:00:00 Professora Manuka 4 Comentários


O livro traz a história de amor entre Carolina e Flávio, que ocorre em meio à luta por liberdade de pensamento situada na época da Ditadura Militar. Acompanhe:

Fonte: imagens públicas do Google.

Édson (também conhecido como Dom), pai de Caroline e Jaques (narrador da história) era um comunista convicto e idealista, que passava horas em seu escritório lendo e tinha em sua filha uma amiga para conversar e dividir seus ideais.

Selma, esposa de Édson, era seu oposto: uma mulher realista e prática. Professora dedicada e ainda cuidava dos afazeres da casa. A família morava num sítio na cidade de Leme, do qual tiravam uma parte de sua renda.  

Jaques e Caroline iam à escola diariamente na companhia de Flávio. Os dois meninos tinham a mesma idade – 14 anos – eram grandes amigos e estudavam juntos. Já Caroline tinha 17 anos.

Essa vida pacífica durou até 31 de março de 1964, quando os militarem destituíram o presidente João Goulart e tomaram o poder. Durante a noite, Édson teve que fugir devido à perseguição aos comunistas durante esse período.

Durante meses ele teve que ficar escondido da repressão. Toda cidade sabia que ele era comunista e era perigoso para si mesmo e para sua família permanecer ali em Leme.


Nesse meio tempo, Flávio pediu à Caroline que o ensinasse a dançar para o baile de formatura. Com o passar dos dias, eles foram convivendo e se tornando mais amigos.

Chegou o dia do baile e todos estavam empolgados com a formatura e o evento em si. A certa altura, Flávio beijou Caroline, fato que foi observado por Jaques através de uma janela.

Em uma manhã nevoenta e fria de julho, Dom retornou ao lar. Ficou sabendo do ocorrido no baile e desaprovou a relação de sua filha com um rapaz três anos mais novo.

Após uma discussão calorosa entre os dois, Selma interveio e disse ao marido para deixar que a filha se desiludisse sozinha e que seria somente um amor de adolescente.

A relação continuou até que Caroline teve que deixar Leme para estudar Ciências Sociais em São Paulo, em 1968. Flávio se negou a mudar para lá, preferindo ficar em Leme. A moça ficou furiosa, pois considerou covardia da parte dele não ir e terminou a relação.

Quem foi morar com Caroline em São Paulo foi seu irmão, que fazia cursinho enquanto ela se envolvia com seu curso e com um movimento estudantil.

No carnaval de 1969, os irmãos reencontraram Flávio num bar, mas agora ele estava namorando com Eva. Rasparam a cabeça do rapaz comemorando o fato de ter sido aprovado em Direito na USP.

Agora morando em São Paulo, Flávio foi ao encontro de Caroline. Ela lhe expôs sua luta e sua relação com movimentos contra a Ditadura. Ele pediu que ela desistisse e se entregasse a polícia, sendo respondido que seria um passaporte para o inferno.

A partir de então, Caroline não tinha mais paradeiro certo. Tanto Flávio quanto Jaques foram presos e interrogados se tinham relação com ela ou sabiam onde estava, mas foram soltos em poucos dias.

Depois de algum tempo, Caroline procurou seu irmão para se despedir, dizendo que iria fugir do Brasil. Entretanto, a polícia foi mais rápida e prendeu ela e outros resistentes.

Após esse fato, houve uma negociação pela liberdade de um embaixador preso em troca da libertação de presos, entre os quais estava Caroline. Dessa vez, ela deixou o país e foi viver em Estocolmo, na Suécia.

A jovem voltou ao Brasil por não se adaptar e sentir falta da família e de sua pátria. O plano dela agora era comprar uma fazenda no interior de Goiás e viver com um companheiro e um grupo de amigos.

Algum tempo depois, o irmão do companheiro de Caroline procurou Jaques para informar que uma força-tarefa da repressão foi a fazenda e matou todos que lá estavam, escondendo os corpos numa vala comum.

Conseguiram identificar o corpo de Caroline após comparar a arcada dentária com a ficha de um dentista ao qual Flávio a havia levado.

Após essa descoberta, começou a batalha para provar o acontecido e trazer os corpos de volta às suas famílias. Depois de muita luta, conseguiram provar a barbaridade ocorrida.

Édson não suportou a notícia de que sua filha havia sido morta e, já estando debilitado por causa de um infarto, acabou não resistindo. Houve, então, dois velórios: um para a filha e outro para seu pai. 

Veja também:  





4 comentários:

Resenha: O Olhar de Azul – Júlio Emílio Braz

14:26:00 Professora Manuka 0 Comentários

O livro O Olhar de Azul foi publicado na Coleção Deu no Jornal, na qual um grupo de 6 escritores se baseou em notícias de jornais para criar suas narrativas. Acompanhe:

Capa do livro O Olhar de Azul. Fonte: imagens públicas do Google.

O livro nos apresenta Azul, uma jovem que foi vítima, com um ano e nove meses, da poliomielite, mais conhecida como paralisia infantil, doença que destrói as células da medula espinhal e leva à perda de movimentos.

A personagem vive em um hospital e é acompanhada por sua mãe. A pólio afetou os músculos da caixa torácica, por isso precisa respirar com a ajuda de aparelhos. Azul diz que as pessoas foram abandonando-a pouco a pouco, inclusive seu pai.

Mesmo com esse cenário desanimador, ela não se deixa abater. Ao contrário, encontramos uma pessoa cheia de ideias, conhecimentos de diversas áreas como geografia e francês e muita personalidade.

A própria diz que não gosta de ser alvo da piedade dos outros e fuzila com o olhar qualquer um que se atrever a ter dó dela, pois é um ser vivo, “bem vivo”, nas palavras dela.

Embora não possa sair do hospital, Azul viaja com a mente, vai até bosques encantados, lagos de cristal, cachoeiras e colinas ensolaradas. A imaginação a leva para lugares que suas pernas não podem levar.

Além de imaginar, ela gosta de pintar – usando a boca. Colocando a paleta próximo ao rosto e usando a tela em branco para dar vazão aos sentimentos, inclusive de amor.

Amor? Essa é uma das reflexões que Azul nos traz: é possível amar uma pessoa nas condições dela? A pergunta gera sofrimento na personagem, mas não a impede de tentar conhecer pessoas.

Como ela as conhece? Através de chats na internet. Já chegou a namorar virtualmente por meses. Também mantém amigos virtuais. Ela diz que prefere o ciberespaço a gente que faz comentários maldosos sobre ela ser um peso para sua mãe.

Os amores de Azul deixaram a barreira virtual quando ela conheceu um médico novo no hospital, pelo qual se apaixonou perdidamente. Médico esse que tenta falar-lhe de esperança ou, ainda, lança-lhe olhares de piedade.

Essa relação para o médico foi apenas profissional, mas para a protagonista foi uma experiência intensa. A certa altura, ele não apareceu mais, mas ela não se deixou abater por isso. Sofreu, claro, mas continuou obstinada.

Obstinada com o quê? Com a vida, com as próximas experiências que teria, com os próximos sonhos e com os próximos amores.

Além da narrativa de Júlio Emílio Braz, as ilustrações de Rogério Borges nos ajudam a entrar mais ainda na trama. O livro traz também a reportagem que inspirou o autor a criar a obra, uma leitura tão emocionante quanto a estória.

- Veja também: 


Resenha do filme Gaby: Uma História Verdadeira

0 comentários: